sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Baratas

Um belo dia, fui acessar a gaveta dos talheres e dei de cara com uma barata, ela era grande, nutrida, vistosa e mexia aquela anteninhas desagradáveis pra mim! Sim, as baratas cagaram na gaveta dos talheres!!!! Sábado resolvi limpar a sujeira: ferve água, desentoxica a gaveta, lava um a um aquele monte de talheres, depois passa mais água fervente, depois seca e guarda. Trabalheira. Mas enquanto eu ia secando, percebi uma coisa: o faqueiro é lindo, porém entre aqueles talheres brilhosos existia colheres antigas e opacas que eu usava pra tomar Nescau quando pequena. Com certeza minha mãe não deixou que colocassem fora quando adquiriu um novo faqueiro, e isso me fez refletir. Na vida, a gente pode comprar tudo novo e bonito, até para renovar as energias. Mas isso não quer dizer que tenhamos que abandonar nosso passado, boas e más lembranças. Chega um dia que tudo está sujo de merda, aí temos que tirar um tempo para limpar, é quando vamos colocando as coisas em seus devidos lugares que percebemos a importância do passado, como ele é formador de nós mesmos e como parte dele ainda é importante no presente. Não dá pra jogar ele fora e fingir que nunca foi vivido, precisamos dele conosco, mas sem atrapalhar o dia de hoje.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Defeito ou Característica!?

Eu não sei vocês, mas eu tenho uma característica (como diria meu terapeuta, pois eu chamo isso de defeito!) irritante de achar que tudo que eu faço é melhor. Por exemplo: meu chimarrão é melhor que o do outro, os restaurantes que eu como também são melhores, etc. Ocorre que, quando me encontro com amigos, tento impor minhas vontades. Até aí tudo ótimo, porém se elas não são atendidas, eu fico profundamente irritada e o melhor: não demonstro! Isso faz um bem pra mim, que você nem imagina! Coisa minha, defeito meu, que começa a me incomodar. Onde já se viu!? Até já discuti com uma amiga que isso poderia ser do meu signo (sou de gêmeos), boa desculpa para fugir da realidade, não?! Claro que não é coisa do zodíaco, coitado. Vivemos querendo arrumar uma desculpa que nos convença que não temos defeitos. Quem quer olhar para eles e admitir, ou tentar mudar? Dá muito trabalho, mas eu invisto nisso, pois acredito que depois que você consegue conviver com seus próprios fantasmas (pq isso não deixa de ser um fantasma!), você pode tentar viver em paz. Além do que, sua mente se abre para novas idéias. Você não fica restrito a uma única opinião, se permite aceitar e conviver com as idéias e vontades do outro, ou seja, abre a mente. Porque é tão vazio você ter uma única forma de fazer as coisas e uma única opinião sobre tudo. Agora até me lembrei de uma música que eu adoro: "Eu prefiro ser, essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo!" Raul Seixas (Gênio!)

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Danuza Leão, eu me identifico!

Passei parte da vida lendo revistas de moda tentando seguir seus mandamentos, e o que aprendi até hoje – além de saber que às vezes as saias estão mais ou menos curtas – é que o fundamental é encontrar seu próprio estilo; só que, por mais que tenha me esforçado, até hoje isso não me aconteceu. Afinal, qual é o meu estilo? Quando vejo um filme na TV, com a atriz de franjona, pego uma tesourinha e corro para a frente do espelho para cortar a minha. Na semana seguinte, vejo outro e já providencio um megahair para alongar a mesma franja. Enlouqueço quando vejo as vamps dos anos 1950, adoro um longo vermelho de Valentino, acho Audrey Hepburn a mulher mais elegante que já existiu, mas também não resisto a um jeans com botas de cobra, bem Brigitte Bardot (ou chacrete, se preferirem). Passo temporadas morta de fome, só tomando água, para ficar magra; quando canso, decreto que mulher de verdade deve ser um pouco mais cheinha, caio de boca no chocolate e depois, desesperada, passo a comer só aos domingos. A vida é muito complicada.
Na verdade, para se ter um estilo é preciso saber quem se é, e aí a coisa vai ficando mais difícil. Acho que para saber mesmo quem eu sou, só perguntando a um analista, mas, como já passei por vários e ainda não me encontrei, talvez não seja por aí. Será que nasci para me vestir na alta-costura ou prefiro um jeans com camiseta? Sapatos do designer francês Louboutin ou tênis Adidas? Afinal, qual é meu estilo? Confesso que não sei.

É que nós, mulheres, nunca somos uma só. Um dia queremos sair “vestidas para matar”, já no outro dia de pretinho básico e colar de pérolas, chiquérrimas, na semana seguinte incorporamos uma alta executiva, e, dependendo do namorado do momento, trocamos a decoração da casa, o time de futebol, viramos chef de cozinha. E isso lá é ter estilo? Claro que não. Pensei em contratar uma personal stylist, mas se eu, que me conheço há tanto tempo, não sei quem sou, como é que ela vai saber? Talvez um anúncio desse resultado: “Procura-se um estilo”. Isso me faz lembrar de um amigo, casado com uma atriz que toda manhã lhe perguntava: “Quem você quer que eu seja hoje?” Eu já tive vários estilos: fui elegante, um pouquinho hippie, esportiva, já usei salto 12, aos 17 anos passava pancake e batom vermelho desde a manhã, já fui ruiva, morena, fui loura, segui a moda, contestei a moda, e, se para ter estilo é preciso ser fiel a ele a vida toda, a única pessoa que realmente tem estilo no mundo é Elke Maravilha. Ela é ainda mais: é estilosa.
Estilo tem a ver com personalidade, e acho que meu problema é ter várias: às vezes sou feminista, às vezes machista, às vezes a favor do casamento, às vezes contra, e assim tem sido minha vida. Há quem diga que quem tem muitas personalidades não tem nenhuma, assim como quem tem vários estilos não tem nenhum, mas já me conformei e estou feliz assim. Penso que passar a vida com um estilo só deve ser monótono; não tenho estilo, mas me divirto muito.

(Danuza Leão - Estilo, sim: mas qual??)

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

2010, um ano de aprendizados!

Estamos no início de um novo ano, foi dada a largada para realizarmos todos os desejos e promessas que fizemos na virada. Estamos incessantemente na busca pela felicidade, um tipo de felicidade que nem nós sabemos explicar. Eu e meu namorado prometemos cuidar melhor da saúde e estética neste ano, assim como prometi me dedicar mais para encontrar um emprego, finalizar meu apartamento, etc. O mais engraçado é que estou cheia de energia para realizar isso. Energia essa que no decorrer dos dias, ano adentro, vai desaparecendo, enfraquecendo. Até que chega um novo ano e ela se renova. Me lembro que no ano passado, tive muitas idéias. Saí do meu emprego, tentei me sustentar vendendo panos de prato e roupas de cama, quis ser fotógrafa, fui auxiliar de editorial de moda e até trabalhei num outlet pra descolar uma grana. E sofri o ano todo querendo encontrar algum emprego fantástico que não demandasse tanto esforço físico e que fosse bem remunerado, que o ambiente de trabalho fosse muito bom, e assim, eu pudesse me mudar e voltar a sentir uma felicidade serena, libertadora, aquela de quando está tudo em ordem. Melhor chamar isto de paz. Porém, nada aconteceu, mas hoje sei que 2010 foi um ano de muito aprendizado. Descobri que nunca vou estar com tudo em perfeita ordem, que não existe emprego, nem namorado, nem nada perfeito. Aprendi que o melhor que se tem a fazer, no momento, é ouvir o pai que diz: "Não devemos criar problemas, eles já vem sozinhos!" e procurar ser feliz com o que se tem dia após dia, sem pressa e sem ansiedade. Nem que pra que isso aconteça, eu tenha que tomar um remedinho! Bom Final de semana.