sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Baratas

Um belo dia, fui acessar a gaveta dos talheres e dei de cara com uma barata, ela era grande, nutrida, vistosa e mexia aquela anteninhas desagradáveis pra mim! Sim, as baratas cagaram na gaveta dos talheres!!!! Sábado resolvi limpar a sujeira: ferve água, desentoxica a gaveta, lava um a um aquele monte de talheres, depois passa mais água fervente, depois seca e guarda. Trabalheira. Mas enquanto eu ia secando, percebi uma coisa: o faqueiro é lindo, porém entre aqueles talheres brilhosos existia colheres antigas e opacas que eu usava pra tomar Nescau quando pequena. Com certeza minha mãe não deixou que colocassem fora quando adquiriu um novo faqueiro, e isso me fez refletir. Na vida, a gente pode comprar tudo novo e bonito, até para renovar as energias. Mas isso não quer dizer que tenhamos que abandonar nosso passado, boas e más lembranças. Chega um dia que tudo está sujo de merda, aí temos que tirar um tempo para limpar, é quando vamos colocando as coisas em seus devidos lugares que percebemos a importância do passado, como ele é formador de nós mesmos e como parte dele ainda é importante no presente. Não dá pra jogar ele fora e fingir que nunca foi vivido, precisamos dele conosco, mas sem atrapalhar o dia de hoje.

Um comentário:

  1. Oi Fernanda, gostei muito do seu texto...temos de saber dosar esse passado, presente, futuro. Não podemos ficar só em um..senão não vivemos o principal: o presente!! bjs

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